Renda variável: entenda como funciona!

Existem diversas formas de se realizar investimentos. Seja através da renda fixa ou renda variável, o investidor pode realizar aplicações de acordo com as suas próprias particularidades.

No entanto, na renda variável é preciso ter um pouco mais de cuidado, devido às possibilidades de oscilações – tanto para cima, quanto para baixo.

O que é renda variável?

renda variavel

Como o nome sugere, a renda variável é uma modalidade de aplicação em produtos financeiros que possui variações no decorrer do seu processo.

Isso significa dizer que quem investe em renda variável não tem como controlar qual será a rentabilidade final daquele aporte.

Assim, existe tanto o risco de ganhos maiores, quanto de perdas.

Uma dúvida que pode surgir nesse ponto é: “se a renda variável pode entregar grandes perdas, por qual razão não investir apenas em renda fixa?”.

E a resposta é que existe uma grande relação entre risco e retorno no mundo dos investimentos e, justamente por ser mais imprevisível, a renda variável oferece mais chances de ganhos do que a renda fixa.

Por exemplo, o investidor que comprar um título de renda fixa que promete 5% a.a., é apenas isso que ele terá.

Mas se o mesmo investidor aplicar o seu dinheiro em ações, a rentabilidade pode superar os 5% a.a. Por essa razão, existem muitos investidores que acabam preferindo a renda variável.

Mas esse mercado não se restringe apenas as famosas ações. Também existem outros produtos financeiros em que se pode investir, como:

    • Fundos de investimentos;
    • ETFs;
    • Imóveis.

Cada um possuindo características, regras e oscilações próprias, mas todos sendo ativos financeiros de renda variável.

Conhecendo os principais ativos de renda variável

Como falado anteriormente, o ativo mais famoso na renda variável é a ação. Mas é possível que, mesmo tendo ouvir falar, você não saiba o que realmente significa isso.

Ações

As ações, também conhecidas como “papéis”, são títulos de propriedades em empresas que têm o capital aberto.

Assim, o acionista (que detém a ação) fica sob posse da menor parcela do capital social do negócio que disponibilizou a negociação de ações na Bolsa de Valores.

Ou seja, quem investe em ações está se tornando sócio da empresa. Mas, como o mercado de ações é o reflexo da sociedade, todo o movimento que a organização em que foi investido o dinheiro sofrer, as ações também sofrem.

Por exemplo, se houver alguma atividade considerada prejudicial ou arriscada na empresa, pode haver queda no valor da ação; crises econômicas e afins.

Tudo isso relaciona diretamente com a performance desses ativos.

Por isso, é importante estudar direito sobre o mercado em que se pretende aplicar e trazer diversificação na carteira de investimentos.

Assim, se torna possível uma maior proteção no patrimônio investido.

Fundos de investimentos

Esse tipo de produto dá a possibilidade de o investidor aplicar em diversos ativos.  Sendo comum o investimento em fundos:

    • de ações;
    • Imobiliários;
    • Cambiais;
    • Derivativos.

ETFs

Investir através de ETFs, é uma forma de aplicar na renda variável de uma forma mais segura.

Isso acontece, porque o ETF (Exchange Traded Fund) é um fundo de índice de ações que busca uma rentabilidade com base no índice Bovespa.

A segurança dessa modalidade se dá pela carteira de investimentos estar diversificando na sua composição.

Isto é, através da ETFs, é possível investir nas principais ações da Bolsa de Valores, através de um único produto.

Imóveis

Nesse ponto, existem algumas contradições, já que alguns investidores podem interpretar o investimento em imóveis como sendo de renda fixa.

No entanto, essa pode ser considerada uma aplicação de formato variável, pois imóveis podem valorizar/desvalorizar ao longo do tempo.

Nessa modalidade, é possível investir em fundos imobiliários, que se caracterizam em fundos de:

    • Tijolo;
    • Papel;
    • Fundos;
    • Desenvolvimento imobiliário.

É seguro e vale a pena investir em renda variável?

Por conta da possibilidade de variação, muitos investidores se questionam sobre investir em renda variável. Mas, esse é um tipo de aplicação segura.

Claro, para ter sucesso nos investimentos, é preciso que se saiba o que está fazendo.

Dessa forma, estudar e buscar entender o mercado é um fator indispensável para ter ainda mais segurança nessa modalidade.

E, consequentemente, o fato de “valer ou não a pena” depende de quem vai fazer a aplicação.

Isso porque alguns investidores não se sentem confortáveis realizando aportes em renda variável, o que não significa que estejam errados.

Conhecer o próprio perfil do investidor é um fator crucial e determinante para começar a realizar aportes em qualquer que seja o produto.

Além disso, é preciso saber também:

    • Disponibilidade financeira;
    • Capacidade de risco;
    • Objetivo do investimento.

Assim, as chances de assertividade crescem de forma significativa e o risco de o investidor se entregar para os vieses diminuem.

É possível que alguém que esteja aplicando em renda variável já se sinta preparado para fazer qualquer momento, mas, em alguns casos, ao invés de estar investindo, a pessoa pode estar especulando.

Especular x Investir

“Uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a essas condições são especulativas”.

Benjamim Graham

Quem especula, opera para o curto prazo e o principal objetivo é ganhar com a diferença de preço da compra e da venda. Geralmente, quem faz especulação atua como day trade.

Já quem investe, está focado no longo prazo e baseia os seus investimentos em uma análise profunda para lucrar através da participação e crescimento da empresa.

Um exemplo disso é o buy and hold.

Como investir em renda variável?

Se você analisou todas as questões envolvidas, fez uma reserva de emergência e está disposto a começar a investir em renda variável, pode ter dúvidas em como fazê-lo.

Mas esse é um processo simples.

É preciso saber que, mesmo que as empresas de capital aberto sejam negociadas na Bolsa de Valores, não é possível investir diretamente.

Para isso, é preciso ter a intermediação de uma corretora de valores, além de:

    1. Fazer um planejamento financeiro;
    2. Conhecer as empresas disponíveis em Bolsa;
    3. Realizar uma análise fundamentalista sobre os investimentos;
    4. Diversificar os ativos no portfólio.

Mesmo com toda a teoria, a pele no jogo é um fator determinante para o sucesso ou insucesso na performance de investimentos.

Mas isso não anula a necessidade de buscar conhecimento sobre o mercado.

Por isso, alinhar os estudos com a prática é crucial para se desenvolver no mundo dos investimentos em renda variável!

Diversificando

Diversificando

O brasileiro é famoso por "não investir”, não sair da zona de conforto, guardar dinheiro na poupança, ou de fazer somente o que o gerente recomendou. Estamos aqui para provar o contrário e ainda fazer isso diversificando!
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