Diversificação nos investimentos: entenda!

A diversificação é uma etapa crucial no processo da construção de uma carteira de investimentos. No entanto, é comum que investidores sintam dificuldade na hora de realizá-la.

Uma má diversificação no portfólio de aplicações pode ter um resultado totalmente oposto ao esperado. Ou seja, a busca por mais rentabilidade e segurança acaba se tornando uma dor de cabeça.

O que é diversificação?

diversificacao

Como o nome sugere, a diversificação nos investimentos significa ter uma variação de produtos na composição do total das aplicações.

Isso não significa dizer que, para conseguir diversificar, é necessário investir na maior quantidade de ativos. Porém, fazer uma estruturação pensada de forma inteligente e direcionada para os seus objetivos financeiros.

Alguns dos pontos que podem ajudar quem quer ter diversificação na carteira de investimentos:

  • Saber qual é o perfil do investidor;
  • Conhecer a disponibilidade financeira;
  • Entender a capacidade de risco.

Perfil do investidor

Utilizar uma estratégia de investimento que uma outra pessoa está utilizando pode ser algo grave e que, no final das contas, pode acarretar em uma grande perda de capital.

Mesmo que a intenção de quem indicou o modelo esteja fazendo isso de boa intenção e, até mesmo, obtendo retornos, a variação de perfil do investidor faz com que esse “tiro saia pela culatra”.

Além dos variados tipos de ativos, também existem diversos tipos de investidores, sendo os três perfis mais conhecidos: conservador, moderado e agressivo.

Conservador

O investidor conservador tem alta aversão ao risco. Isso significa dizer que prefere ativos que entreguem previsão de retorno e conhecimento prévio sobre regras e taxas, mesmo que isso cause uma menor rentabilidade final.

É importante entender o conceito de risco e retorno nos investimentos. De maneira geral, as aplicações que são mais arriscadas e mais difíceis de se prever um lucro final são as que mais entregam opção de rentabilidade.

Ou seja, o investidor conservador não se expõe ao fator risco e retorno, porque a sua principal característica é a preservação de capital e não, necessariamente, a multiplicação de patrimônio.

Por isso, é comum que esse tipo de investidor aplique apenas, ou pelo menos, a maior parte do seu capital em renda fixa.

Nesse caso, a diversificação pode ficar em produtos, como:

Moderado

Ao contrário do conservador, o investidor moderado já está um pouco disposto a enfrentar pequenos riscos, desde que boa parte do seu patrimônio esteja garantido.

Nesse caso, aplicado em renda fixa.

Ou seja, esse tipo de investidor também realiza aportes em renda variável, mesmo que em menor proporção se comparado aos aportes em renda fixa.

Uma possibilidade de diversificação nesse perfil está em variados produtos da renda fixa e, alguns dos produtos mais conhecidos e “menos arriscados” da variável, como por exemplo, as ações.

Agressivo

Antes de entender sobre o perfil agressivo, é preciso ter o discernimento que nenhum perfil de investidor é superior ao outro.

Alguns investidores que estão começando, sentem vontade de se tornar um perfil agressivo apenas por achar que esse seria o “melhor perfil de aplicação”.

Entretanto, essa é uma ideia errada sobre os tipos de investidores.

Cada um está focado e tem seus próprios conhecimentos e condições para realizar aportes.

Ir para um perfil apenas por achar que é o certo, sem ter o domínio assertivo sobre as variáveis envolvidas e próprias limitações financeiras pode ser um caminho arriscado.

Dito isso, o perfil agressivo está em busca de rentabilidade, mesmo que para isso seja preciso expor a maior parte do seu capital.

Esse tipo de investidor está, em peso, na renda variável, aplicando em produtos como:

  • Ações;
  • ETF;
  • Fundos de investimentos;
  • Fundos imobiliários.

Disponibilidade financeira

Nenhuma atividade na composição de uma carteira de investimentos diversificada está desassociada a outra.

Por exemplo: um dos fatores que influenciam no perfil do investidor é a disponibilidade financeira.

Isso porque uma pessoa que possui baixa disponibilidade financeira não está disposta (por fatores econômicos) a arriscar o seu capital, mesmo que a sua cabeça esteja totalmente voltada para a renda variável.

Isso não quer dizer que essa atitude é errada, pelo contrário, essa é a estratégia que o investidor entendeu que cabe dentro da sua própria realidade e que não prejudicará sua qualidade de vida.

Então, é comum que quem possui mais receita disponível, aplique uma maior quantidade em ativos de renda variável.

Porém, quando quem tem pouco recurso financeiro disponível aplica apenas em renda fixa, é pouco provável que haja uma ampliação na sua riqueza, já que esse tipo de investimento não entrega retornos muito significativos.

Por isso, uma dica é: preservar parte do seu capital para garantir uma reserva de emergência e, com a outra parcela, investir em produtos que podem, de forma significativa, mudar a realidade financeira!

Capacidade de risco

Digamos que um investidor queira arriscar todo o seu dinheiro disponível em renda variável. Ele pode até querer, mas como saber se ele pode fazê-lo?

Essa é uma dúvida comum e, respondê-la pode fazer com que seja traçada uma estratégia de aplicação melhor direcionada.

A capacidade de risco diz respeito ao quanto aquele investidor pode se expor, sem que essa exposição prejudique os seus investimentos.

Por isso, fazer uma autoanálise antes de iniciar o processo de aplicação, é uma atitude mais sensata do que, sem nenhum conhecimento, começar a fazer aportes.

O que uma carteira de investimentos bem diversificada deve conter?

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Uma carteira de investimentos bem diversificada deve conter, acima de tudo, uma boa base de estudos.

Entender os ativos, suas regras, taxas, rentabilidade e afins é tão importante quanto o entendimento do objetivo do investidor.

diversificação consiste em “nunca colocar os ovos na mesma cesta”. Por que? Porque se os ovos estiverem na mesma cesta e a cesta quebrar, não restará nenhum ovo!

Por isso, conhecer e evitar que toda a carteira de investimentos esteja exposta ao mesmo tipo de risco é uma premissa para construir um bom portfólio.

Então, uma carteira de investimentos bem diversificada deve conter o reflexo de uma ampla visão de conhecimento, objetivos e estratégia!

Como diversificar os investimentos?

Entendendo todos os conceitos que estão por trás da diversificação, chega o momento para começar, efetivamente, a estipular uma estratégia.

  1. Conhecer a composição da atual carteira de investimentos;
  2. Entender e definir quais classes de ativos irão compor o novo portfólio;
  3. Escolher a proporção ideal dentro de cada classe;
  4. Selecionar os ativos, de acordo com a estratégia definida pelas análises dos passos anteriores.

Com o passar do tempo, pode ser que a diversificação da carteira não faça mais sentido ou que exista a necessidade de um rebalanceamento.

rebalanceamento da carteira de investimentos significa dizer que se o investidor definiu que um portfólio ideal é composto de 50% de renda fixa e 50% de renda variável, é preciso que a composição se mantenha nesse formato.

Sem o rebalanceamento não é possível, já que a renda fixa evolui de uma maneira mais “demorada” do que a variável.

No entanto, essa não é uma via de regra. Por isso, é preciso ter um certo acompanhamento para realizar eventuais modificações.

Uma carteira diversificada deve conter quantos ativos?

Não existe uma quantidade ideal de ativos para os investidores, isso varia de caso a caso.

Por exemplo, em algumas situações, é recomendável que se tenha 3 classes de ativos dividas em menos de uma dezena de produtos.

Isso onde a classe pode ser de renda fixa, variável, multimercado e afins. E os produtos podem ser tesouro direto, ações, CDB etc.

Qual é o melhor momento para começar a diversificar?

A resposta para a pergunta “Qual o melhor momento para começar a diversificar”, corresponde a “Qual o melhor momento para começar a investir”: o quanto antes!

Muitos investidores ficam esperando o melhor momento para fazer aplicações em ativos e, na maioria dos casos, esse “momento” não chega nunca.

Então, é imprescindível pensar o começo da carteira focada para uma diversificação, claro, dentro das possibilidades atuais do investidor.

Reserva de emergência: etapa crucial para uma estratégia inteligente!

Os erros acontecem, é quase impossível acertar em todas. Esse é um pensamento que o investidor deve ter ao entrar no mundo dos investimentos.

Essa não é uma visão pessimista, pelo contrário, ter essa percepção faz com que o investidor se empenhe mais em conhecer o mercado e, claro, tenha um capital de segurança.

A reserva de emergência é o ponto de partida para qualquer pessoa que queira ter tranquilidade financeira e de aplicações.

É recomendado que a composição dessa reserva esteja alocada em produtos de renda fixa com alta liquidez, ou seja, que aquele dinheiro possa ser resgatado com facilidade.

Para construir essa reserva, estima-se que seja guardado um valor relativo a 6 meses suprindo o padrão de vida atual.

Ou seja, se o padrão de vida está relativo ao custo mensal de R$ 2 mil, é preciso alocar o total de R$ 12 mil.

Esse dinheiro não é direcionado para diversificação da carteira de investimentos, não de maneira direta, mas ter a reserva é indispensável para que o investidor não tenha atitudes impensadas nas suas alocações.

Por exemplo, se ocorre de uma encanação da moradia de alguém quebrar e essa pessoa tem todo o seu dinheiro investido em ações, pode ser necessário vender as ações para conseguir contornar aquela situação.

E, nesse caso, o momento de necessidade do dinheiro pode não ser o momento ideal para a venda das ações. Ou seja, o investidor perdeu dinheiro.

Por isso, ter uma reserva não é algo diretamente ligado a diversificação da carteira de investimentos, mas é uma das influências que definirão o sucesso ou não da uma estratégia de alocação de ativos.

Como saber se houve uma diversificação correta?

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Se for identificado um lucro mensal acima da inflação do período em que está sendo avaliado e com uma rentabilidade final acima da poupança, pode ser entendido que esse é um bom sinal de que a diversificação na carteira está sendo bem direcionada.

Mas, além disso, é preciso montar um ponto de benchmark para a carteira de investimentos.

O benchmark é uma referência de mercado para que o investidor possa basear o desempenho e relacionar com a sua estratégia de aplicação.

Mas não adianta fazer essa análise de uma maneira muito superior a composição do portfólio atual.

É preciso fazer uma relação de desempenho que seja realística. Caso contrário, ocorrerá uma série de erros e frustrações.

Por fim, fazer uma diversificação é uma atitude indispensável para o investidor que quer ter sucesso nas suas aplicações, visando o longo prazo!

Diversificando

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O brasileiro é famoso por "não investir”, não sair da zona de conforto, guardar dinheiro na poupança, ou de fazer somente o que o gerente recomendou. Estamos aqui para provar o contrário e ainda fazer isso diversificando!
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